A norte de Coimbra, no extremo da Serra do Bussaco, onde a montanha atinge os 547 metros de altitude, encontra-se a Mata Nacional do Bussaco, cercada por um elevado muro com onze portas de entrada. Se há local fresco e tranquilo para passear, esse lugar é a Mata do Bussaco. Com seis percursos pedestres, devidamente identificados, a mata convida-o a partir à descoberta da sua botânica deslumbrante.
A Mata do Bussaco é um bosque de 250 hectares de floresta luxuriante plantado pelas Carmelitas Descalças, no século XVII, constituindo uma das mais espectaculares paisagens portuguesas.
Dentro dos muros existem cerca de 400 espécies nativas da faixa atlântica portuguesa e aproximadamente 300 provenientes de outros climas. O elemento mais representativo desta simbiose é o cedro do Bussaco, um imponente cipreste originário do México que terá sido a primeira espécie exótica plantada na floresta pelos monges em 1656.
Florestas terapêuticas
Inspirado pela filosofia japonesa «shirin-yoku», que significa «banho» («yoku») de «floresta» («shirin»), o mundo ocidental tem vindo a desenvolver um fascínio crescente sobre o poder curativo das florestas. No Centro de Portugal, a Mata Nacional do Bussaco é a primeira Floresta Curativa certificada da Península Ibérica. Um local retemperador para nos conectarmos con a natureza, deixando para trás o ruído do quotidiano.
A Mata Nacional do Bussaco é a primeira Floresta Terapêutica certificada da Península Ibérica. Um local retemperador para nos conectarmos con a natureza, deixando para trás o ruído do quotidiano.
Nem todas as florestas podem ser certificadas como florestas terapêuticas, uma vez que há diversos critérios que devem ser cumpridos, designadamente:
- a floresta deve ser o mais natural possível;
- o ar tem de ser de qualidade;
- a floresta deve possuir protecção visual contra o vento, a par de circuitos pedestres com diversos graus de dificuldade e esforço;
- a floresta terapêutica deve oferecer actividades regulares e terapeutas de floresta bem treinados e tratamentos relaxantes.
Em Portugal, a Destinature – Agency for the Development of Nature Tourism tem a seu cargo a certificação de florestas terapêuticas, sendo um parceiro da entidade International Certification Office Healing Forest of BioCon Valley® GmbH que coordena estes processos a um nível internacional.


O poder terapêutico das florestas
Os Japoneses acreditam que a proximidade com as árvores faz com que sejamos mais felizes e mais saudáveis. O banho de floresta é toda uma conexão com a natureza através dos nossos sentidos da visão, audição, paladar, olfacto e tacto. O principal objectivo consiste em desligar do mundo e dos equipamentos electrónicos, focando a nossa atenção no ambiente natural à nossa volta. Ouvir os sons da natureza, ver as folhas a dançar com o vento e com a luz do sol, cheirar as fragrâncias da natureza e tocar nas árvores, sentindo uma fusão com a natureza.
A floresta terapêutica provou-se altamente benéfica para a saúde humana ao reduzir a tensão arterial, o stress e os níveis de ansiedade, reforçando o sistema imunitário, assim como as funções cardiovasculares e respiratórias.
As florestas com cascatas possuem um elevado potencial terapêutico, devido ao poder retemperador da água. A água é energia e sabedoria, assim como uma fonte de calma. As cascatas apresentam uma elevada concentração de iões negativos que, por seu turno, proporcionam uma sensação de bem-estar e de ar puro. Por oposição, nos centros urbanos há uma enorme concentração de iões positivos.
As florestas oferecem um sentido de conexão, de energia e de força interior. Despertam alegria e uma sensação de felicidade.
Malcata Eco Experience
Certificada pela Forest Therapy Hub, a empresa de turismo de activo Malcata Eco Experience organiza actividades de banhos de floresta na Reserva Natural da Serra da Malcata. O fundador e proprietário da empresa, Tiago Alves, é um guia de florestas terapêuticas que o irá conduzir nesta viagem de autodescoberta e de conexão com a natureza. Estas visitas guiadas podem ser realizadas em Inglês, Castelhano e Português, com uma duração máxima de 3 horas.

CON INFORMACIÓN E IMAGEN DE www.centerofportugal.com


