O incêndio florestal que deflagrou a 27 de julho na zona de Rochoso, no concelho da Guarda, foi oficialmente extinto às 8h05 desta quarta-feira (hora peninsular espanhola), depois de ter sido declarado terminado às 7h05 em Portugal, segundo a plataforma de monitorização de incêndios Fogos.pt.
O incêndio, que ardeu durante cerca de 42 horas, obrigou à mobilização de 606 operacionais e 188 veículos de apoio e combate no seu auge, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
As chamas alastraram-se rapidamente e atingiram também áreas dos concelhos de Almeida, Pinhel e Sabugal, deixando para trás uma extensa área ardida.
Durante as horas mais críticas, a situação tornou-se particularmente complicada na zona de Vilar Formoso devido aos ventos fortes, que alimentaram a rápida propagação do incêndio. A proximidade das chamas e o fumo obrigaram ao encerramento temporário da A25 e da EN16. As duas vias já foram entretanto reabertas à circulação.
De acordo com as autoridades, o fogo afetou aproximadamente 4.000 hectares e chegou a alcançar um perímetro de cerca de 40 quilómetros.
De acordo com o relatório operacional oficial, o incêndio entrou na fase «Em Resolução» às 2h05 em Espanha (1h05 em Portugal) e foi declarado extinto às 8h05, hora espanhola (7h05 em Portugal), pondo fim a um dos incêndios mais significativos registados nos últimos dias no Centro de Portugal.
Centenas de elementos continuaram no terreno durante a madrugada para realizar trabalhos de vigilância, rescaldo e prevenção de reacendimentos.
Preocupação em Salamanca
O progresso do incêndio tem sido também acompanhado de perto na província de Salamanca, especialmente no município fronteiriço de Fuentes de Oñoro, em contacto com as autoridades portuguesas para se manter informado sobre o progresso da operação.
Após a extinção do incêndio, fontes portuguesas informaram que será realizada uma inspeção minuciosa à zona afetada nos próximos dias para prevenir novos focos e garantir que o fogo não reacende.
IMAGEN: Incendio en Pinzio. (EFE/EPA/Miguel Pereira da Silva)

